quinta-feira, 13 de maio de 2010

fragmento.

"Mulheres: gostava das cores de suas roupas; do jeito delas andarem; da crueldade de certas caras. Vez por outra, via um rosto de beleza quase pura, total e completamente feminina. Elas levavam vantagem sobre a gente: planejavam melhor as coisas, eram mais organizadas. Enquanto os homens viam futebol, tomavam cerveja ou jogavam boliche, elas, as mulheres, pensavam na gente, concentradas, estudiosas, decididas: a nos aceitar, a nos descartar, a nos trocar, a nos matar ou simplesmente a nos abandonar. No fim das contas, pouco importava; seja lá o que decidissem, a gente acabava mesmo na solidão e na loucura."

"Sentia-me contente por não estar apaixonado, por não estar
contente com o mundo. Gosto de estar em desacordo com tudo. As pessoas apaixonadas tornam-se muitas vezes susceptíveis, perigosas. Perdem o sentido da realidade. Perdem o sentido de humor. Tornam-se nervosas,psicóticas, chatas. Tornam-se, mesmo, assassinas."

Charles Bukowski

quarta-feira, 12 de maio de 2010

VANITAS! VANITATUM VANITAS! (Goethe, 1806)

My trust in nothing now is placed,
Hurrah!
So in the world true joy I taste,
Hurrah!

Then he who would be a comrade of mine
Must rattle his glass, and in chorus combine,
Over these dregs of wine.

I placed my trust in gold and wealth,
Hurrah!
But then I lost all joy and health,
Lack-a-day!

Both here and there the money roll'd,
And when I had it here, behold,
From there had fled the gold!

I placed my trust in women next,
Hurrah!
But there in truth was sorely vex'd,
Lack-a-day!

The False another portion sought,
The True with tediousness were fraught,
The Best could not be bought.

My trust in travels then I placed,
Hurrah!
And left my native land in haste.
Lack-a-day!

But not a single thing seem'd good,
The beds were bad, and strange the food,
And I not understood.

I placed my trust in rank and fame,
Hurrah!
Another put me straight to shame,
Lack-a-day!

And as I had been prominent,
All scowl'd upon me as I went,
I found not one content.

I placed my trust in war and fight,
Hurrah!
We gain'd full many a triumph bright,
Hurrah!

Into the foeman's land we cross'd,
We put our friends to equal cost,
And there a leg I lost.

My trust is placed in nothing now,
Hurrah!
At my command the world must bow,
Hurrah!

And as we've ended feast and strain,
The cup we'll to the bottom drain;
No dregs must there remain!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

ALL I NEED - RADIOHEAD


I'm the next act waiting in the wings
I'm an animal trapped in your hot car
I am all the days that you choose to ignore

You're all I need
You're all I need
I'm in the middle of your picture
Lying in the reeds

I am a moth who just wants to share your light
I'm just an insect trying to get out of the night
I only stick with you because there are no others

You are all I need
You are all I need
I'm in the middle of your picture
Lying in the reeds

S'all wrong
S'alright
S'all wrong
S'alright
S'alright
S'alright

domingo, 11 de abril de 2010

Immortality - Pearl Jam


Vacate is the word
Vengeance has no place so near to her
Cannot find the comfort in this world

Artificial tear
Vessel stabbed, next up, volunteers?
Vulnerable, wisdom can't adhere

A truant finds home
And a wish to hold on
But there's a trapdoor in the sun
Immortality

As privileged as a whore
Victims in demand for public show
Swept out through the cracks beneath the door

Holier than thou, how?
Surrendered, executed, anyhow
Scrawl dissolved, cigar box on the floor

A truant finds home
And a wish to hold on too
But there's a trapdoor in the sun

I cannot stop the thought of running in the dark
Coming up a which way sign
All good truants must decide

Sstripped and sold mom
An auctioned forearm
And whiskers in the sink
Truants move on
Cannot stay long
Some die just to live...
Ohh...

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Quíron...

As certezas nos separam, as dúvidas nos unem...

Contraventor ideológico mal-educado e impertinente.

Enfim, é isto, pois. Talvez, seja muita resiliência visto as controvérisas que me aparecem e assim deixo elas um pouco para trás, um pouco ainda presentes, mas de maneira que não perturbem meu caminhar. Perfaço as idéias em boas argumentações, só isso que me sobra: poesia filosófica fingindo ter em algum âmbito verdades. Denomino fé, alento, espírito e todos as outras criações humanos como meus modos pragmáticos de não adoecer - ou ao menos evitar tais doenças. Uso de qualquer BOM argumento pelo menos...

Com um pensamento consentâneo já não é tão mais simples viver, pois tudo remete a um vazio, e só uma mente muito cheia de ilusões criadas e cegadas pelas luzes que nos prometem religar a um Uno, só está, que talvez me exclua como doente e inacabado... Como pertencente a um grupo muito pelejado pela vida, que perdeu as esperanças e perdeu-se na razão, na argumentação.
Talvez seja isso, e desse modo já não tem volta, porque esse caminho é feito de dúvidas infinitas e perduráveis. Somente SE decerem dos céus debandadas de anjos, que as luzes auricas iluminem minhas vistas e que qualquer profeta venha cumprir qualquer profecia em meus olhos, só assim, somente assim, dará possibilidades a crer. Por mais, fico no meu natural achismo que as coisas são como são e tudo que existe é somente isso...
Pois não concebo em algum ser tão cruel que nos dá a dúvida, quando existe algo certo, e que nos permite errar quando só quer que acertemos.

Gostaria de compreender muitas coisas... Mas talvez ao eu me abrir demais para as idéias todas, me fechei demais para tantas outras.

Enfim: que minha razão se perca, torne-se loucura e que eu me perca novamente nas idéias, torne-me inconsciente e cheio de tresvários levianos, que eu adormeça e sejam apagadas todas as dúvidas e substituídas por algumas certezas, uma reconfiguração mental... Pois desse modo, eu vejo, que não pertenço a aqui.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Fugere Nihil III: Alhures.

Em algum outro momento - que minha memória apaga facilmente - eu intumescia todos meus critérios, todos meus princípios e todas minhas verdades... Ah, minhas antigas verdades! Como eram boas, calmas e, de leve, levavam meu espírito, dia após dia, para algum lugar qualquer na sombra, com o sol queimando fora dela. Esta e mais outras formas de viver intensamente, somente essas formas me fizeram chegar aqui: numa sobriedade? Não, intumescido na falta de critérios, mil vezes abobalhado pela dor de não doer mais metafisicamente, mas doer aqui-agora-assim.

Sempre pasmo com a possibilidade de ver que Nada fosse tudo, sempre pasmo com tantas coisas me neguei... Hoje nego negar, hoje penso em só sentir e ir de leve, aos poucos, impertinentemente, vivendo a vida, rindo do que ela põe como peso e causa dolorida para meu espírito. Rir é o melhor remédio, já disseram. Para mim, rir é o expirar todas as dúvidas abafadas e esquecer delas, invés de respondê-las... Pois sei, que tentar respondê-las não me provocará risos; somente choro, e depois, apatia. Através do riso nego um pouco a filosofia, aceito um pouco a vida como ela é...